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Porque é importante controlar os sintomas e não apenas aguentar?

A rinoconjuntivite alérgica e a urticária não se resumem a espirros, comichão ou borbulhas na pele. Mesmo quando parecem sintomas ligeiros, podem afetar o bem-estar físico e emocional no dia a dia.

Os sintomas típicos da rinite alérgica, como espirros, comichão, nariz entupido e corrimento nasal, podem causar cansaço, irritabilidade, dificuldade de concentração e até mesmo afetar o sono e a produtividade.1

Alguns estudos sugerem também uma relação entre estas doenças e um maior risco de sintomas depressivos, com impacto na motivação, no apetite, na vida social e no interesse pelas atividades habituais.2

Além disso, tanto a rinoconjuntivite alérgica e a urticária podem interferir com o descanso e dificultar o desempenho no trabalho, na escola ou noutras tarefas do dia a dia. Em casos de maior gravidade, incluindo situações com angioedema, esse impacto pode ser ainda mais significativo.3

O controlo insuficiente dos sintomas não provoca apenas desconforto físico. Pode também afetar o desempenho na escola, na universidade ou no trabalho, levando à perda de horas de estudo e de produtividade.4

Por isso, a rinoconjuntivite alérgica e a urticária não devem ser vistas apenas como doenças inflamatórias ou de pele. São condições que também podem ter impacto emocional, social e cognitivo, influenciando a forma como a pessoa se sente, descansa e vive o seu dia a dia.

Fontes:

  1. Bousquet J, Khaltaev N, Cruz AA, Denburg J, Fokkens WJ, Togias A, et al. Allergic rhinitis and its impact on asthma (ARIA) 2008 update. Allergy. 2008;63(Suppl 86):8-160. doi:10.1111/j.1398-9995.2007.01620.x. PMID: 20209315.
  2. Mou YK, Wang HR, Zhang WB, Zhang Y, Ren C, Song XC. Allergic Rhinitis and Depression: Profile and Proposal. Front Psychiatry. 2022 Jan 4;12:820497. doi: 10.3389/fpsyt.2021.820497.
  3. Maurer, M., Abuzakouk, M., Bérard, F., Canonica, W., Oude Elberink, H., et al. The burden of chronic spontaneous urticaria is substantial: Real-world evidence from ASSURE-CSU. Allergy72(12), 2005–2016. https://doi.org/10.1111/all.13209
  4. Universidade do Porto. Alergias não controladas afetam desempenho académico dos jovens [Internet]. Porto: UP; 2023 Jan 9 [citado 2026 Apr 14]. Disponível em: https://noticias.up.pt/2023/01/09/alergias-nao-controladas-afetam-desempenho-academico-dos-jovens/ 

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Guia para sobreviver as alergias

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Guia para lidar melhor com as alergias

Use óculos de sol e, se necessário, uma máscara de proteção facial ao sair de casa.

  • O vento forte aumenta a presença de pólen no ar, por isso, nesses dias, tente resguardar-se em espaços interiores.
  • Areje o quarto durante a noite, quando o ar costuma estar mais húmido e com menor concentração de pólen.
  • Entre as 5h e as 10h, mantenha portas e janelas fechadas, já que é um período de maior libertação de pólen.
  • Evite ter plantas polinizadoras dentro de casa. Se as tiver,  é preferível colocá-las no exterior.
  • Reduza ao máximo a acumulação de pó e de ácaros em casa.
  • Troque a roupa da cama com frequência para ajudar a diminuir os ácaros, sobretudo a partir de outubro e ao longo do inverno.
  • Se for de carro, viaje com as janelas fechadas e confirme se o filtro do ar está em boas condições. Se andar de mota, use capacete com a viseira fechada.
  • Nos tempos livres, prefira passeios junto ao mar, onde a humidade ajuda a reduzir a concentração de pólen no ar.
  • Evite zonas com relva, sobretudo quando esta está a ser cortada.
  • Sempre que possível, pratique exercício físico em espaços interiores.
  • Consulte o boletim polínico em www.spaic.pt

Seguir estas medidas, em conjunto com o tratamento prescrito pelo médico ou aconselhado pelo farmacêutico, pode ajudar a controlar melhor os sintomas e a viver com mais qualidade de vida.

Fonte:

https://www.farmaciasportuguesas.pt/blog/alergias-dez-regras-para-sobreviver

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A alergia ao longo do dia

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A alergia ao longo do dia

Muitas pessoas com alergias sentem que os sintomas mudam ao longo do dia. Nem sempre são iguais de manhã, à tarde ou à noite. Isto acontece por causa do ritmo circadiano, e perceber este padrão pode ajudar a compreender melhor quando os sintomas aparecem e porque se tornam mais incómodos em certos momentos.

Ao acordar, é frequente surgirem espirros repetidos, nariz entupido ou corrimento nasal (rinorreia)  mais intenso. Estes sintomas são mais comuns de manhã porque, durante a noite, o organismo acumula substâncias inflamatórias, como a histamina. Estudos mostram que 70% das pessoas com rinite alérgica sentem os sintomas com mais intensidade nas primeiras horas da manhã.1

Ao longo do dia, os sintomas respiratórios podem aliviar, mas isso não significa que o impacto da alergia desapareça. É comum sentir cansaço, sonolência e maior dificuldade de concentração. Estes efeitos estão muitas vezes ligados a um sono de pior qualidade, afetado pela congestão nasal e pela comichão durante a noite.2

No início da noite, alguns sintomas podem voltar a piorar, como a comichão no nariz e a congestão nasal, dificultando um sono tranquilo. É também por isso que muitas pessoas acordam durante a noite ou têm dificuldade em voltar a adormecer, acabando por se sentir mais cansadas no dia seguinte. A congestão nasal e a comichão tendem a intensificar-se à noite devido à influência do relógio biológico nos processos inflamatórios.

Observar a forma como os sintomas variam ao longo do dia pode ajudar a encontrar estratégias de tratamento mais adequadas e a melhorar tanto o controlo da alergia como a qualidade do sono.

Fontes:

  1. Smolensky, M. H., Reinberg, A., & Labrecque, G. (1995). Twenty-four hour pattern in symptom intensity of viral and allergic rhinitis: treatment implications. The Journal of allergy and clinical immunology, 95(5 Pt 2), 1084–1096. https://doi.org/10.1016/s0091-6749(95)70212-1
  2. Yang T, Wang HR, Mou YK, Liu WC, Wang Y, Song XY, et al. Mutual Influence Between Allergic Rhinitis and Sleep: Factors, Mechanisms, and interventions-A Narrative Review. Nat Sci Sleep. 2024 Sep 19;16:1451-1467. doi: 10.2147/NSS.S482258.
  3. Storms W. W. (2004). Pharmacologic approaches to daytime and nighttime symptoms of allergic rhinitis. The Journal of allergy and clinical immunology, 114(5 Suppl), S146–S153. https://doi.org/10.1016/j.jaci.2004.08.045

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Mitos de Alergias

Mito 1: “As alergias só aparecem na infância”1

Adultos também podem desenvolver alergias pela primeira vez. O sistema imunitário muda ao longo da vida. As alergias também podem desenvolver-se na fase adulta, embora seja mais comum que se manifestem na infância.

Mito 2: “Constipações e alergias são a mesma coisa”1

Apesar de terem sintomas parecidos (como nariz entupido e olhos lacrimejantes), são problemas diferentes.

  • A constipação é causada por vírus
  • A alergia é uma reação do sistema imunitário a alergénios, como pólen ou poeiras.

Outra diferença importante é a duração:

  • constipações → duram poucos dias ou até cerca de 1–2 semanas
  • alergias → podem durar muito mais tempo, até meses ou anos

Mito 3: Os pelos dos animais de estimação provocam alergias1

Contrariamente à crença popular, não é o pelo dos gatos ou dos cães, por exemplo, que motiva as alergias, mas sim alergénios presentes na pele, saliva e urina dos animais. O pelo pode também transportar outros alergénios, como pólen ou poeiras. Manter uma boa higiene e limpeza nas áreas onde estão os animais pode ajudar a reduzir as reações alérgicas.

Mito 4: “É contagiosa”2

A rinite alérgica não é contagiosa. Resulta de uma reação do sistema imunitário a alergénios e não de uma infeção causada por vírus ou bactérias.

Mito 5: “Só acontece na primavera”2

Pode acontecer o ano todo.

  • Pólen → mais comum na primavera/verão
  • Ácaros, mofo e alergénios associados a animais → podem causar sintomas o ano inteiro

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